Archive for the ‘VARIEDADES’ Category

PROJETOS CULTURAIS: PERSPECTIVAS E INCENTIVOS

abril 28, 2009

Políticas de Gestão Cultural, leis de incentivo e programas de fomento para Projetos Culturais. Este é o enfoque da Palestra Projetos Culturais: perspectivas e incentivos, que será realizada no auditório do SENAC – PE, no dia 26 de Maio de 2009, às 19 horas. A entrada é 1 (um) quilo de alimento não-perecível.

Voltado para um público diverso como Produtores Culturais, estudantes e profissionais de áreas correlatas, além de pessoas interessadas no tema, o evento pretende debater a Gestão de Políticas Culturais, explicar as novas diretrizes da Lei Rouanet, além de apresentar o Programa BNB de Cultura edição 2010, que financia projetos culturais através do Banco do Nordeste.
Para tanto, a explanação terá, como palestrantes, a Chefe da Representação da Regional Nordeste do Ministério da Cultura (Minc), Tarciana Portella; o Assessor da Regional Nordeste do Ministério da Cultura (Minc), Jorge Edson Garcia; e a Assessora de Comunicação do Banco do Nordeste (Superintendência Estadual – PE), Ana Paula de Oliveira Teixeira.

Solidariedade. Com o objetivo de unir informação à ação, o acesso ao evento será permitido mediante a doação de 01 quilo de alimento não-perecível, a ser repassado ao Grupo de Ajuda à Criança Carente com Câncer (GAC), com sede em Santo Amaro, Recife – PE.

As inscrições para a Palestra Projetos Culturais: Perspectivas e Incentivos deverão ser feitas com antecedência, até o dia 22 de Maio de 2009, na secretária da Faculdade Senac, em horário comercial, ou através do e-mail parla.evento@gmail.com, contendo informações relativas ao nome, telefone para contato, profissão e área de atuação. Os alimentos serão recebidos no dia do evento, na entrada do auditório do SENAC.
Endereço Senac – PE
Av. Visconde de Suassuna, 500. CEP: 50.050-540, Santo Amaro, Recife – PE
Outras informações pelo telefone: 81-3413-6655 ou pelo e-mail: parla.evento@gmail.com.

PROJETOS CULTURAIS

PROJETOS CULTURAIS

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HISTÓRIAS DE UM CANECO AMASSADO

janeiro 19, 2008

Por: Mariana Lira

Copo de Cristal. Assim é chamado, nos dias de hoje, o loteamento onde ficava o Caneco Amassado, o mais famoso e polêmico aglomerado de casas noturnas de Salgueiro, cidade do Sertão Pernambucano, localizada a 516 km da capital, Recife. A ironia, talvez, sirva para mostrar que a cidade foi limpa de um passado negro e que deve ser esquecido. Entretanto, após 60 anos do fechamento de suas portas, a história ainda suscita curiosidade e fascinação por parte das gerações mais jovens.

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De tão vivo no imaginário popular, o Caneco Amassado foi transformado em peça teatral, escrita e dirigida pelo ator e diretor Jandeir Dias e encenada pelo Grupo de Teatro Togarma. O espetáculo, que conta a estória (ou história?) de Tetéia pão, Josefa, Maria Tovia, Maria Chumbinho e Dulcinéia; Zé do Maxixe, Sitõe Ventão e Antoin Rufino, todos baseados em personagens reais, fala sobre sentimentos, como amor e ódio, e os benefícios, contrariedades e conseqüências de se prostituir há sessenta anos atrás, além de fazer uma leve crítica a atitudes moralistas e preconceituosas. Este ano, ele foi selecionado para participar do Janeiro de Grandes Espetáculos – JGE – mostra anual competitiva de espetáculos de teatro e dança com maior destaque em Pernambuco e, também, espetáculos de âmbito nacional e internacional..

O por quê do curioso nome e de sua extinção permanecem um mistério. O fato é que quando as mulheres do Caneco amassado adentravam as ruas de Salgueiro, a cidade ficava em polvorosa. Elas vinham escoltadas por policiais, pois, vistas como a banda podre do município, eram, também, odiadas pelos mais moralistas, e, por isso, não podiam misturar-se com aqueles que andam na linha. Principalmente por mexerem profundamente com toda a dinâmica da cidade, atiçando o imaginário dos homens e provocando grande ira nas mulheres. “As mulheres da sociedade não podiam deparar-se com as “meninas” do Caneco. Era uma falta de respeito para com as mulheres “de bem”. Por isso, os policiais iam com elas e as conduzia de volta para a reclusão”, conta Jandeir.

O local era o covil para onde as mulheres perdidas, meninas desvirginadas antes do casamento, com idéias à frente de seu tempo, libertárias ou libertinas seguiam para, então, caírem no esquecimento. Mesmo assim, vivendo à margem da sociedade, as mulheres do Caneco Amassado ficaram conhecidas por despertarem amores impossíveis, alguns, inclusive, com desfechos trágicos, e por impactarem a cidade com suas aparições sempre esfuziantes.

A mais conhecida, talvez, acontecia à época do Carnaval, quando Salgueiro era invadida por uma onda de alegria, ousadia e permissividade trazida pela passagem do Bloco do Caneco Amassado. Era quando as moças do Caneco deixavam o ostracismo e abriam caminho cidade à dentro, confrontando-se com olhares que mesclavam curiosidade, reprovação e indignação. No entanto, ao que parecia, sua proposta era a de quebrar tabus. Tanto é que, em um dos anos do Bloco, seu nome mudou para “Ideal”, uma provocação quanto ao status de impróprias e inaceitáveis.

O encanto e o fascínio exercido pelas mais de 40 mulheres do Caneco Amassado atingiam a grande maioria dos homens de Salgueiro. Oriundos de todas as classes sociais, eles procuravam por luxúria e prazeres mundanos, desprovidos dos tabus com os quais tinham de conviver em suas relações familiares e conjugais. Levar o filho a um dos estabelecimentos do Caneco era visto como uma espécie de rito de passagem. “Até mesmo por questões culturais, os pais levavam os filhos para se tornarem “homens” dentro do Caneco”, opina o diretor.

Assim como seu começo e vários aspectos de sua história, pouco se conhece sobre o fim de Caneco Amassado. Sabe-se, apenas, que algumas de suas mulheres continuaram a ofertar prazeres e luxúria aos homens afeitos ao sexo sem medidas e sem barreiras. Para Jandeir Dias, no entanto, a maior causa, talvez, tenha sido a urgência os novos tempos. “A informação e a chegada da televisão também influíram muito neste processo de decadência do Caneco. Hoje, ele permanece apenas no imaginário através dos mais velhos, em histórias do passado”.

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Discriminação. Quando as luzes do Caneco se apagavam e os homens iam-se embora, uma outra realidade abatia as mulheres daquele estabelecimento. Sem a maquiagem e a música, elas tornavam-se mulheres submetidas a uma realidade de exclusão e solidão, na qual sofriam com preconceitos de origem social e econômica. “É claro, que por ser teatro, eu tinha que abordar apenas o lado social, o lado que interessasse ao público, mas a realidade era bem mais forte; cheia de paradigmas e de preconceitos”, conta o diretor.

Contudo, apesar de tantos percalços, é dos tempos da ribalta, vividos dentro da grande história do Caneco Amassado, que suas personagens, ainda vivas, sentem falta. “Quando as entrevistei, notei que são infelizes. Perguntei a elas se queriam voltar ao passado do Caneco Amassado e as respostas foram sim. Embora sejam mulheres respeitadas hoje, mães de família, lembram com grande nostalgia e olhos úmidos o apogeu do Caneco Amassado”, comenta o autor.
A REALIDADE DE ONTEM ENCENADA NOS PALCOS MODERNOS
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Quando o Ator, Diretor e Produtor Cultural Jandeir Dias lançou o Grupo de Teatro Togarma, em 2006, já guardava, carinhosamente, a idéia de transformar as histórias que ouvia de seus avós sobre o Caneco Amassado em uma peça teatral. O fato de a história permanecer 60 anos praticamente esquecida foi apenas o empurrão do qual precisava. “Sempre achei injusto as pessoas não lembrarem dessa fase perfumada da cidade. Quando fundei o Grupo de Teatro Togarma, decidi que seria legal abordar essas histórias no teatro”.

O processo de construção da peça levou mais de um ano, tempo no qual o diretor-autor fez pesquisas de campo, entrevistando os personagens reais que guardam lembranças saudosas da ribalta do Caneco. As cenas principais, no entanto, “vieram em três dias. Mas o roteiro final, a arte final, o acabamento em si, tudo aconteceu na semana que antecedeu a estréia” lembra Jandeir, ainda impressionado com a forma como tudo aconteceu.

Para a realização do projeto, o Grupo contou apenas com o patrocínio do comércio local. “Embora não possamos ter acesso aos recursos do poder público, foi gratificante contar com o patrocínio do comércio local, que entrou nesse desafio com o grupo”

Expectativa – Após as primeiras apresentações, que aconteceram nos dias 11, 12 e 13 de Janeiro, no Clube Talismã, de Salgueiro, ficou comprovado o real interesse o qual o público nutre por esta passagem da história de Salgueiro. “Antes da peça, eu achava que as pessoas queriam esquecer, mas hoje eu vejo que não há preocupação em banir essa história”. Quando ao propósito do espetáculo, ele ressalta: “Espero despertar sensibilidade e emoção, alegria e tristeza. Espero aflorar sentimentos diversos, juntos em cada passo e em cada gesto que as personagens transmitem.”

Serviço:
O Caneco Amassado
Autoria e Direção: Jandeir Dias
Encenação: Grupo de Teatro Togarma (Salgueiro)
Data: 20/01/2007 (domingo)
Horário: 20:00
Local: Gerência Regional de Educação – G.R.E
Senhas limitadas à venda na G.R.E (87 – 3871 0480)

MaxiMídia 2007 RECEBE SELO VERDE DA FUNDAÇÃO SOS MATA ATLÂNTICA

outubro 2, 2007

Firmando sua preocupação com o meio ambiente, o MaxiMídia 2007 recebe, através de uma parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica, o Selo Verde, iniciativa que garante o plantio de árvores em quantidade suficiente para neutralizar as emissões de carbono geradas nos três dias de evento.

Entre 2 e 4 de outubro, estima-se que 8 mil pessoas devam passar pelo WTC Hotel, local onde será o evento. A medição dos poluentes será feita a partir de trabalhos técnicos que definirão a quantidade de papel impresso e transporte envolvido no evento. Ao longo de um ano serão plantadas 200 árvores nativas da Mata Atlântica.

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Mostra Fotográfica | Retratos do Mercado

agosto 29, 2007

O Mercado Público é um ambiente de troca, um local para onde os fluxos urbanos convergem e a experiência de interação, vinda das ruas, se intensifica por meio da aproximação entre aqueles que vendem e aqueles que compram. O Mercado, enquanto espaço de intercâmbio social, econômico e cultural, tem importância histórica, pois a sua existência se entrelaça com a própria história das cidades, que se pretendiam espaços livres.

E essa liberdade é vista na amplitude da gastronomia, na diversidade de produtos, no jeito acolhedor dos mercadantes, na cantoria dos poetas, no corre-corre das crianças, nas cadeiras de balanço no pátio, nos cochilos após o almoço, que tanto invejam aqueles que precisam bater o cartão de ponto às duas da tarde.

É esta dimensão que o Grupo Paspatu convida cada um a apreciar nesta exposição do projeto Retratos do Mercado. A iniciativa está sendo realizada há um ano pelo coletivo, que traz a proposta de entregar o resultado do convívio para a comunidade fotografada. Esta é a primeira exposição do projeto fora dos mercados públicos e agrega uma seleção das mostras realizadas nos mercados de São José, Boa Vista, Encruzilhada e Madalena.

Outras Atividades
Além da exposição no Teatro do Parque, entre os dias 28 de agosto e 15 de setembro, o projeto Retratos do Mercado vai ser exibido em duas oportunidades durante a II Mostra Recife de Fotografia. No dia 27 de agosto, às 18h, no Pátio de São Pedro, e no dia 29 de agosto, às 17h30, na Estação Central do Metrô. Nestas oportunidades, o público poderá conferir um trabalho mais amplo do grupo, em nove minutos de exibição.

Local: Teatro do Parque | Rua do Hospício, 88 | Boa Vista – Recife
Data: 28.AGO a 15.SET.2007
Mais info: www.paspatu.com.br