MULTIARTISTA ANTONIO NÓBREGA

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Ele toca violino clássico desde garoto, mas foi a rabeca que o consagrou. A descoberta do instrumento popular, uma espécie de avó do violino, apontou-lhe a vocação de “brincante”, artista dos espetáculos populares que o pernambucano de classe média conheceu já crescido, do bumba-meu-boi ao coco, do maracatu aos caboclinhos.


Não foi aprendizado ingênuo: foi pelas mãos do mestre Ariano Suassuna que entrou nas “brincadeiras”, aprendeu o valor e a riqueza da cultura conservada nos pés descalços, nas tradições passadas de geração a geração. Percebeu ali terreno fértil para criar, inovar, inventar, traduzir, sem repetir nem trair.
É o que faz Antonio Nóbrega, o mais sofisticado (multi)artista popular do Brasil, convidado desta edição do programa Nomes do Nordeste, onde compartilha com o público presente sua história de vida e trajetória artística.
Aberta ao público, a entrevista de Antonio Nóbrega acontecerá no Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza (rua Floriano Peixoto, 941 – Centro – fone: (85) 3464.3108), na próxima terça-feira, 25, às 19 horas. Ele será entrevistado pelo jornalista Augusto César Costa.

Trajetória artística
ANTONIO Carlos NÓBREGA, nascido no Recife em 2 de maio de 1952, o pernambucano Antonio Nóbrega é violinista desde criança. No final dos anos 1960, participava da Orquestra de Câmara da Paraíba e da Orquestra Sinfônica do Recife quando, convidado por Ariano Suassuna, passou a integrar como instrumentista e compositor o Quinteto Armorial – o mais importante grupo a criar uma música de câmara erudita brasileira de raízes populares.
A partir de 1976, começa a desenvolver um estilo próprio de concepção em artes cênicas, dança e música, apresentando a partir de então os espetáculos “A Bandeira do Divino”, “A Arte da Cantoria”, “Maracatu Misterioso”, “Mateus Presepeiro”, “O Reino do Meio Dia”, “Figural”, “Brincante”, “Segundas Histórias” e “Na Pancada do Ganzá” – com grande sucesso no Brasil e exterior, com prêmios como “Shell”, “APCA” e “Mambembe”.
Em 1997, lança o espetáculo, acompanhado do CD homônimo, “Madeira Que Cupim Não Rói” viajando pelas capitais brasileiras. Em 1998, lança o espetáculo “Pernambuco falando para o Mundo”, novamente acompanhado de CD. No ano de 1999, participa do Festival D’Avignon (França) com o espetáculo “Pernambouc”, preparado especialmente para o público francês.
Em 2000, estréia em Lisboa “O Marco do Meio Dia”, espetáculo produzido sob os auspícios da primeira Comissão Nacional para as Comemorações do V Centenário do Descobrimento do Brasil, com o qual se apresentou em Paris (França), Hannover (Alemanha) e em várias cidades brasileiras.
O ano de 2002 é marcado pela estréia do espetáculo “Lunário Perpétuo” e pelo lançamento do CD homônimo. Juntamente com Rosane Almeida idealizou e dirige o espaço cultural Teatro e Escola Brincante, em São Paulo.
 
 
Fonte:www.bnb.gov.br/cultura

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